5 de maio de 2006

“O mar, no seu lugar pôr um relâmpago.” – Luís Miguel Nava

Ao ler o poema a minha mente revela caminhos já fechados, presos por silvas e tojos, com pedras e saliências intransponíveis. Lembro-me de coisas fechadas por chaves perdidas e agora novamente descobertas. Sinto dor, medo, sinto que Deus, onde quer que esteja não me acompanha, talvez por isso tenha perdido a fé nele.
O mar, uma vida, tempos de alegria, amor, paixão, no fundo, tempos de felicidade, imensos, azuis, belos. Uma mão a segurar o meu caminho, viagens, uma família sempre presente, dias passados numa casa aconchegante, o calor dos que me amam…
O relâmpago, o corte que se interpõem a isto, uma doença, dias decorridos num hospital, pena, tristeza, oportunidades perdidas…
Porém o amor perdura, agora mais do que nunca, agora mais forte, mais necessário…tal como a segurança dos que continuam comigo, a família que me ajuda aconteça o que acontecer…
Tudo o que saiu do seu lugar volta, não igual, não da mesma forma, mas volta e seja qual for o relâmpago, seja qual for o mal, não vence uma família unida, não vence um amor eterno, seja qual for…Nada se pode pôr num lugar de outro para sempre…

3 comentários:

Tits and Acid disse...

oh...eu ja li isto umas 5 vezes...e daí só tiro uma conclusão: GOSTO, GOSTO, GOSTO.

eduardo pires disse...

fico contente quando vejo que consegui deixar algumas marcas, não pelo que ensinei, que não foi nada; mas pelo que pude mostrar e fazer perdurar.
agradeço o vosso empenho, agradeço a vossa sensibilidade, o querer e fazer, o discutir e duvidar... agradeço-vos porque me ofereceram o melhor ano da vida de um aspirante a professor...
obrigado a todas,
ao trio maravilha...
;)

Tits and Acid disse...

OH DE NADA! :D


p.s. ensinou, e muito, pelo menos da minha parte ;)