27 de julho de 2006

Nada passa, nada expira.
O passado é
um rio que dorme
e a memória buma mentira
multiforme.

Dormem do rio as águas
e em meu regaço dormem os dias
dormem
dormem as mágoas
as agonias
dormem.

Nada passa, nada expira.
O passado é
um rio adormecido
parece morto, mal respira
acorda-o e saltará
num alarido.
José Eduardo Agualusa

1 comentário:

Tits and Acid disse...

ISSO E DO MEU LIVRO! DO MEU LIVRO SUA ROUBADORA PITORESCA DE LIVROS DE PITAGORESCAS LABREGAS xD