26 de fevereiro de 2007



Atrevido cometa de ampla roda
(...)
Vou teu nome espalhar por toda parte
(...)
Que inda os mais fortes corações aterra
(...)
Quantas vezes rendido e fulminado
Um pobre coração,
Não vai por essas ruas arrastado
Na cauda de um balão.
(...)

Na cauda do balão, que tanto estendes.
Queres em torno espaço.
Té onde possas desdobrar teu braço.
(...)
Balão, balão, balão! - fatal presente,
Com que brindou das belas a inconstância
(...)
Render-te os cultos meus não posso, não;
Roam-te sem cessar ratos e traças,
Balão, balão, balão.


Rio de Janeiro, 18 de julho de 1859
À saia balão
Bernardo Guimarães