8 de maio de 2007


Olhos. Olhos que percorreram cada centímero do seu corpo, voaram entre as nuvens dos seus sonhos, fizeram-se vento por entre os tecidos e sonificaram cada gesto e cada movimento.

Olhos. Olhos que por mais que se lhes pedisse não pararam para pensar, nem seguiram o suposto. Cometeram erros. Não se arrependeram. Foram apenas máquinas de amor.

Olhos. Olhos que leram cada sentimento, sugaram o que de melhor havia numa proporção de amor e ódio.

Olhos. Olhos que por mais que se quisesse condenar não se podia deixar de sentir a sensualidade mútua do querer continuar.

Olhos. Foi assim que ficaram na memória. Assim. Recordados entre intenções de prazer e de entrega.

1 comentário:

Tits and Acid disse...

"Olhos. Olhos que leram cada sentimento, sugaram o que de melhor havia numa proporção de amor e ódio.

....

Olhos. Foi assim que ficaram na memória. Assim. Recordados entre intenções de prazer e de entrega."

1ª lindo.
2ª sexo.