Gosto daqueles momentos que antecedem a tempestade.
Aqueles marcados por uma calma surrealista na qual se distinguem apenas o fraco uivar dos cães, o tímido grasnar das rãs e o tenebroso soprar do vento.
Gosto deles porque o mundo se silencia, os pássaros recolhem aos ninhos, as lebres às tocas, as pessoas às casas... Ficando apenas eu a aguardar o tumulto.
Aqueles momentos que mostram como a Terra muda com a simples ameaça de perturbação.
Talvez não exista...
3 comentários:
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Olá Rafaela,
já há algum tempo que por aqui venho, embora entre e saia sem fazer ruído.
hoje porém, decidi quebrar o silêncio
para te dizer, que tens aqui um espaço magnífico, carregado de emoções fortes, sendo elas contraditórias, naturalmente por serem fortes.
e como na minha opinião a maturidade não tem idade, ou se tem ou não. ela está aqui bem patente.
a procura de equilibrios, a vontade de possuir o que consideramos serem os nossos objectivos maiores, levam-nos muitas vezes a algum sofrimento interior, no entanto sem fazer disso uma tragédia, que se sinta, que se viva e engrandeça com elevação, sentindo.
grato pelo destaque que por aqui me vais dando, afinal de contas eu tal como tu, também me alimento de gestos carinhosos, ou seja gostamos de alguma maneira, que nos digam, não importa a forma, que gostam de nós e, ou, apreciam algo que fazemos.
beijinhos e tudo do melhor para ti
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Para quê descrever tudo se os momentos não duram nem um centésimo de segundo? dou por mim a querer esquecer cada momento, o que é frustrante. aprecio essa tua vontade de lembrar tudo, de descrever tudo... mas...para quê?
acabo sempre por me sentir mal ao lembrar-me dessas descrições, desses momentos que, de tão repentinos que foram, se tornaram mágicos... mágicos, mas trágicos.
:(
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