cheira mal na cidade. o ar fétido perpassa a janela e envolve o quarto. podia fechá-la, mas… tenho calor e gosto de ouvir o ruído dos carros a passar. gosto de ouvir a água dos repuxos a cair no lago. de ouvir esporadicamente os patos grasnar. gosto de deixar entrar a noite. no entanto, cheira mal na cidade. cheira a podre, a morte. cheira nas ruas, nas casas, nos cafés... e o vento propaga o cheiro. cheiram mal as árvores, as flores, a terra, a água, as pessoas… cheira mal na cidade mas não vou fechar a janela.
2 comentários:
claro que não, por muito bonito que seja o que escreves, há sempre outra paisagem a vislumbrar. ahah
Olá Rafaela,
foi com muito gosto que pude ler o teu comentário no meu blogue, e agradeço as tuas palavras. Engraçado é o facto de este ano estar a leccionar o 12º ano. Não me importaria de ter ficado por aí, nada mesmo. E estou certo que, com a vossa ajuda e interesse pela literatura, faríamos do Memorial o grande livro. O nosso sucesso depende sempre do vosso, e se há boas aulas é porque há bons alunos que hão-de fazer bons professores. Quando for para esses lados, gostaria de poder tomar um café com o trio maravilha e quaisquer outros ex-alunos. Vai dando notícias. E fico contente por te ler.
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