9 de junho de 2008

Por vezes desejo soltá-lo, trazê-lo para o exterior e colocá-lo sobre as minhas mãos.
Deixá-lo bater livremente, fora da prisão de ossos e carne que o envolve.
Soltá-lo para que não me cultive raiva, para que não me doa e aperte constantemente o peito.
Libertá-lo para que ame, ame o suficiente, ame desmesuradamente.
O nó que o segura desapareceria, a angústia abalaria, o sorriso chegaria à face e a alma amainaria.
Mas não posso... está trancado e apenas a chave, que não é minha e que perdi ao longo dos anos por a querer guardar só mais um pouco, o pode abrir.

Ficas aí coração doente!

3 comentários:

Tits and Acid disse...

Vejo que tambem regressaste. Mais uma vez conseguiste comentar o meu blog e fazer desses comentarios verdadeiros textos. Ate mesmo quando so dizes merda como no comment do poema ahah
Amei este texto, revela uma nova maneira de escrever, mas salienta ainda mais a tua boa escrita.
:)

Tits and Acid disse...

Agora para os que não querem andar com dicionários para a frente e para trás: Amei a puta do texto :D

Tits and Acid disse...

Mais um pequeno pormenor:
O novo layout <3