6 de julho de 2008

Mariza no Páteo das Escolas

Fluem. Fluem como fluiu o fado naquela voz portentosa. Fluem como as luzes que iluminaram a Cabra. Fluem-me agora as palavras que, apesar de muitas, não são suficientes para descrever o longo momento de puro patritismo que fez brilhar uma pequena esfera de água salgada no cantinho do meu olho.
Um misto de capas negras e sabores a uma Lisboa muito africana percorreu as calçadas da cidade de Coimbra em pequenas ondas sonoras que se infiltraram nas casas através das janelas abertas, e fez fechar os olhos aos trausentes.
Apurou o bater do coração e desfilou êxitos arrebatadores.
Guitarras e coros respiraram notas, duetos com som de Cabo Verde espalharam paixão, tambores marcaram ritmos e chamou-se Capital a Coimbra com uma pequena ajuda dos Antigos Orfeonistas.
Porque quando a música mistura sentimentos, deixa de ser música e passa a ser
AMOR!

Mariza - primavera - ao vivo.mp3 -

1 comentário:

Tits and Acid disse...

ai, lindo texto.
quem me dera lá ter estado.
A música nunca foi música. A música sempre foi amor.