Quatro da manhã sem conseguires dormir! Já experimentaste todas as posições possíveis na cama - cabeça no lugar dos pés, a atravessar, na diagonal, com a almofada sob a cabeça, com a almofada sobre a cabeça, de bruços, de costas, aninhada, totalmente esticada, deitada, sentada, de um lado, do outro, vestida, em langerie, nua, de janela aberta, de janela fechada, a ouvir música, em pleno silêncio, com a luz apagada, com a luz acesa... - e nada.
Levantaste. Pensas em ligar o PC. Mas porra, ele não vai resolver o teu problema. Vais até à cozinha e abres o frigorífico. Maldita lâmpada fundida, tens demasiada preguiça para acenderes a luz do tecto, mas o filho da puta do frigorífico não ilumina nada. Enervaste mas não podes rebentar com essa merda. Respiras fundo e carregar no interruptor. O candeeiro começa a falhar e praguejas impropérios. Mas é só fogo de vista. Por o melhor: o candeeiro afinal funciona. Agora já vez o interior do frigorífico e voltamos à raiva. Acabaram-se os iogurtes e apetece-te agora um fresquinho. Puta de vida! Nada a fazer, tiras uma maçã e fechas a porta. Prende em qualquer coisa. Merda... conseguia ser ainda pior? Lá está o problema: a porcaria da garrafa de àgua. Agora sim fica bem.
Vais até à varanda descalça no ladrilho fresco, finalmente algo como tu gostas! E a maçã até nem parece tão má ideia! Mas continuas sem sono. Na rua não há nada. Os carros são esporádicos, hoje não é dia de borga por isso não há grupos de jovens barulhentos e irritantes, só se houve o correr da àgua dos repuxos que regam os relvados e os gatos a procurar o quente dos motores dos carros. Silêncio... Tão raro na cidade. Parecendo que não até gostas desta hora, mas amanhã vai custar.
Vais até à sala e abres a janela. Sentas no peitoril e acendes a televisão e concluis: nem uma para a caixa! Continuas sem perceber porque ainda pagas esta merda! Desliga-la! E ficas aí sentada por momentos a observar as luzes dos apartamentos acenderem e apagarem. Olhas para o relógio: 04h30.
Vais dar mais uma oportunidade ao quarto. Deitas-te destapada. Deixas a persiana semi-aberta e a janela escancarrada. Agarras a almofada e enfias a cara nela. Ficas assim segundos e perdes o fôlego. Deitaste normalmente e esperas, esperas e nada! Puta de sorte pensas para ti. Voltas e revoltas-te! 05h00 e ainda nada. O tempo custa a passar. Acendes o candeeiro e dás alguma atenção a Zweig.
É o suficiente... já não sabes que horas eram quando adormeceste mas sabes que te dói a cabeça e que apesar de ter conseguido foi uma noite inquieta!
Levantaste. Pensas em ligar o PC. Mas porra, ele não vai resolver o teu problema. Vais até à cozinha e abres o frigorífico. Maldita lâmpada fundida, tens demasiada preguiça para acenderes a luz do tecto, mas o filho da puta do frigorífico não ilumina nada. Enervaste mas não podes rebentar com essa merda. Respiras fundo e carregar no interruptor. O candeeiro começa a falhar e praguejas impropérios. Mas é só fogo de vista. Por o melhor: o candeeiro afinal funciona. Agora já vez o interior do frigorífico e voltamos à raiva. Acabaram-se os iogurtes e apetece-te agora um fresquinho. Puta de vida! Nada a fazer, tiras uma maçã e fechas a porta. Prende em qualquer coisa. Merda... conseguia ser ainda pior? Lá está o problema: a porcaria da garrafa de àgua. Agora sim fica bem.
Vais até à varanda descalça no ladrilho fresco, finalmente algo como tu gostas! E a maçã até nem parece tão má ideia! Mas continuas sem sono. Na rua não há nada. Os carros são esporádicos, hoje não é dia de borga por isso não há grupos de jovens barulhentos e irritantes, só se houve o correr da àgua dos repuxos que regam os relvados e os gatos a procurar o quente dos motores dos carros. Silêncio... Tão raro na cidade. Parecendo que não até gostas desta hora, mas amanhã vai custar.
Vais até à sala e abres a janela. Sentas no peitoril e acendes a televisão e concluis: nem uma para a caixa! Continuas sem perceber porque ainda pagas esta merda! Desliga-la! E ficas aí sentada por momentos a observar as luzes dos apartamentos acenderem e apagarem. Olhas para o relógio: 04h30.
Vais dar mais uma oportunidade ao quarto. Deitas-te destapada. Deixas a persiana semi-aberta e a janela escancarrada. Agarras a almofada e enfias a cara nela. Ficas assim segundos e perdes o fôlego. Deitaste normalmente e esperas, esperas e nada! Puta de sorte pensas para ti. Voltas e revoltas-te! 05h00 e ainda nada. O tempo custa a passar. Acendes o candeeiro e dás alguma atenção a Zweig.
É o suficiente... já não sabes que horas eram quando adormeceste mas sabes que te dói a cabeça e que apesar de ter conseguido foi uma noite inquieta!
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