Percorres aquelas ruas com ganância. Queres saber e conhecer, queres sentir porque nunca te o mostraram. Exploras promenores e respiras anos. Sentes aos teus pés as pedras pisadas por capas negras intemporais. Olhas à tua volta absorvendo com o olhar os edíficios. Altos e antigos são mais do que o mapa de Coimbra, são a sua vida: as suas igrejas, faculdades, casas, républicas, museus. E por entre o labirinto de ruelas flui o fado. As guitarradas das serenatas passadas e futuras prolongam-se no tempo e no espaço chegando até ti como se essenciais à tua sobrevivência. E imaginas-te ali em breve. Respirando o mesmo ar que milhares de estudantes, precorrendo as mesmas ruas, sentada nas calçadas enquanto fixas, num presente surrealista, um futuro um pouco incerto.
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