17 de novembro de 2008

Palavras sábias foram aquelas que ditaste para que os meus ouvidos, vagos de prazer, renascem-se em flores de ódio doido e campos de carvalhos verdes. E enquanto chamaste as almas que viviam na agonia dos tanques que subiam montanhas de corpos, sentiste o ardor libertador da fome. Foste estrelas partidas de coração quente e abriste o corpo para que o som penetrasse as veias sem dores absurdas. Usurpaste todos os vícios que a mente pode criar e acabaste tripartido no beco da angústia calma. Bateste com a cabeça no passeio da melodia repetida para completares os momentos passados à espera. Agora és completo: corpo e graça.

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