Fala-me do que se passa.
Ficaste parado porque a vontade acabou?
Viste a raiva escorrer-te das mãos sem a poderes agarrar como se de mel se tratasse?
Ficaste parado a olhar o vazio.
Pergunto porquê e não respondes.
Ficaste impávido, filho sem pais.
Agarrado à terra como árvore centenária.
E não te libertas, não tentas desenterrar os pés.
E eu fico de fora, magoada com a ilusão.
Querendo descobrir as razões.
O que te levou a perder a sobriedade?
Foi a mágoa do tempo que passa?
Ou simplesmente não me queres ouvir?
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