24 de julho de 2008

Contou todas as pedras que tinha nos bolsos. Não eram muitas, mas mais do que suficientes para o que ia fazer. Colocou-as sobre a mesa, separou-as por formas e lavou-as. Depois foi deitar-se. Amanhã trataria finalmente do assunto. Depois de tanto tempo sentia ser a altura certa e aguardava ansiosamente o momento. Acomodou a cabeça na almofada e deixou-se embalar pela excitação. Os seus sonhos voaram entre as causas e os efeitos que o haviam levado aquela decisão. Ao outro dia não acordou! Sofrera um derrame cerebral durante a noite. O acto, esse, ficou por cumprir e as pedras organizadas em cima da mesa.

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