24 de julho de 2008

Pagavam com notas grossas para não ver o que se passava! Não eram dignos de qualquer tipo de respeito mas isso não os afectava. Apenas não queriam pôr os olhos na crueldade que eles próprios provocavam. Cobardes! Era o que muitos lhes chamavam. E talvez fosse verdade. Até entre eles o admitiam, mas convenciam-se de que eram nada mais, nada menos, que orgulhosos e demasiado altivos para assistir à morte crua daqueles que os traíam ou desafiavam.
Eram vistos como bestas entre os mais fracos e como senhores entre os mais fortes. Assim, haviam evoluido e alcançado o que tinham. Não os podemos criticar! Tal feito é de uma tamanha inteligência que chega a ferir a mente. O poder de manipulação é dos mais admiráveis. Não está ao alcance de qualquer um e, como tal, abre um mundo de possibilidades a quem o possui. Com ele podemos fazer de qualquer um gato-sapato e ficar a vê-lo regredir lentamente até não ser mais do que um grão de areia no meio do deserto.
E eles detinham esse poder, sabendo preservá-lo e utilizá-lo. E foi esse poder que os fez senhores de si próprios e dos outros.

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